Gastar muitas horas estudando não é sinônimo de aprender. O segredo para aprender e tirar notas boas em qualquer matéria é estudar melhor e de forma eficiente. Isso vai além de reproduzir o conteúdo estudado, mas compreender de fato o que está sendo absorvido.

Aprender é uma atividade focada na qualidade ao invés da quantidade de exercícios feitos ou de horas gastas. Inclusive, segundo a ciência, estudar muito, prática chamada pelos especialistas de “overlearning”, prejudica o aprendizado. Isso porque a capacidade das pessoas de relembrar um conteúdo tem um limite definitivamente menor do que sua capacidade de estudo.

Estudar de forma eficiente requer um pouco de esforço, determinação, e MUITA disciplina. Mas não se assuste. Aqui vão 10 dicas que te ajudarão na hora de organizar os seus estudos:

Cada pessoa é única

  • Se conheça

Cada pessoa aprende de uma forma. Umas preferem apenas estudar pelos livros, outras fixam melhor copiando a matéria, alguns fazem exercícios, e tem gente que só aprende a matéria quando tenta ensinar um colega. Isso pode parecer contraditório, mas é real.

Além da forma que se aprende, o horário dedicado a essa atividade é essencial para absorver o máximo de conteúdo. Esse fator faz diferença na sua produtividade e capacidade de assimilar o assunto estudado.

Não existe fórmula mágica para você descobrir o que é melhor para você. O método convencional é a famosa tentativa e erro. Vale ressaltar que vale tudo para aprender, e qualquer método é válido.

Ter um plano é o melhor plano

  • Organização e planejamento

A organização é a base de um estudo eficiente. A partir do momento que você sabe qual e quando será a sua atividade, tudo se torna mais simples, pois é só ir lá e fazer (simples, não ?).

Rotinas são necessárias, mesmo com as grades curriculares e semanas bagunçadas de um graduando. Mas como isso é possível?

É fundamental um planejamento periódico, o recomendado é fazer semanalmente, porém, faça algo que tenha sentido para você. Após definir a frequência do seu planejamento, crie uma rotina de aprendizado, tente organizar um período de estudos fixos. Por exemplo, segunda-feira das 14h às 17h vou estudar cálculo, e isso se repetirá toda a segunda-feira.

Então por que o planejamento será semanal se eu defini que toda segunda-feira das 14h às 17h estudarei cálculo? A resposta é simples: o planejamento serve para você se orientar sobre o que precisa ser feito, uma lista de exercícios ou revisar um conteúdo, por exemplo. Sabendo disso, quando chegar a data é só pôr em ação o plano, sem se preocupar em pensar no que precisa ser feito.

Seja coerente colocando mais horários para as disciplinas que você tem mais dificuldade. Nas datas próximas às provas, é compreensível que o foco maior seja na matéria da prova ou em alguma atividade mais urgente que demande tempo. Não será nenhum crime alterar seu planejamento fixo, ele apenas serve para lhe nortear, e não lhe prender.

O importante é você perceber que se dedicando aos poucos, não precisará de um esforço exagerado para ir bem em algum teste ou trabalho. Sem matéria acumulada, próximo de datas importantes, será necessário apenas a revisão do material já visto.

Lembre-se de seguir seu planejamento com disciplina e dedicação que o resultado será o sucesso. Para saber mais como se planejar semanalmente, confira esse post em nosso blog: Como planejar a sua semana para aumentar a produtividade.

Teoria da branca-de-neve, por que estudar 1 matéria se eu posso estudar 7?

  • Varie o conteúdo

Estudar por longas horas uma única matéria não é recomendado, isso porque depois de um tempo seu cérebro passar a trabalhar de forma ineficiente. Então, fazer um estudo intercalado num grande período de tempo é ideal, tornando seu estudo mais dinâmico.

Para simplificar, vamos supor que você tenha umas 4h para estudar. Então divida esses horários, ficando 2h para cálculo e 2h para física. Lembre-se de fazer uma pausa não muito longa, de 15 minutos, por exemplo, entre as matérias. Elas podem ser dividas em materiais semelhantes ou em matérias fáceis e difíceis. O importante é não ficar algo cansativo e maçante.

Lembre-se que seu caderno tem uma memória melhor que você

  • Anote tudo

As anotações são uma parte importante do processo de fixação do conteúdo, pois além de seu cérebro estar processando a informação que está sendo captada, ele precisa assimilar o que está lendo ou ouvindo para poder copiar. Mesmo que você não esteja entendendo nada, quando for estudar, seu cérebro se lembrará que copiou aquele assunto.

Há estudos que comparam as anotações feitas no caderno com anotações feitas por meio digital, comprovando que as anotações feitas no caderno ainda são mais eficientes, pois você precisa mais do cérebro para realizar o ato de escrever manualmente.

Se você é o tipo de pessoa que não se importa muito com anotações e gosta de ficar apenas prestando atenção no professor, tente tomar nota dos pontos importantes, fazendo links com as palavras. Ao final da aula, tente escrever o conteúdo exposto, atualizando seu caderno com os conceitos absorvidos e as palavras-chave anotadas.

Não vá para batalha sem arma

  • Material de apoio

Uma grande aliada nos tempos atuais é a internet, uma vez que é possível encontrar vídeo-aulas ou vídeos explicativos bem dinâmicos que lhe ajudarão para uma compreensão melhor e mais descontraída da matéria.

Ter um material de apoio é muito importante na hora de estudar, pois com ele você conseguirá tirar algumas dúvidas e ter uma base melhor do conteúdo. Nesse sentido, além da internet, pode-se ter livros, apostilas, anotações ou o que você preferir e for de melhor entendimento.

O material de apoio poderá servir de auxílio, também, para a confecção de resumos. Juntando as ideias centrais do conteúdo em poucas páginas, é possível identificar o que ainda não está claro, além de ser um ótimo instrumento para revisão antes da prova. Se você não sabe por onde começar a resumir, uma ideia é ir grifando as partes mais importantes do material de apoio.

Hoje em dia está cada vez mais comum a elaboração de mapas mentais. Eles funcionam para pessoas que são mais visuais, e tem maior facilidade para lembrar de um desenho, por exemplo. Para confeccionar um mapa mental, pegue uma folha em branco e coloque a matéria a ser estudada no centro, por exemplo ‘Recursos energéticos’. Vá puxando setas com tópicos importantes sobre o assunto. Na figura abaixo há um exemplo de mapa mental:

Os mapas mentais são mais úteis para matérias de humanas. Já para as exatas, a ideia é fazer uma lista com as principais fórmulas e conceitos, como mostra a imagem abaixo:

Não existe destino sem um caminho

  • Faça conexões

Muitos especialistas consideram que a diferença entre quem aprende rápido e devagar é a maneira como estudam: em vez de memorizar, os alunos mais rápidos fazem conexões entre as ideias.

Não existe uma fórmula para ensinar a fazer conexões. Em uma matéria, dificilmente os conteúdos são desconexos. Tente achar a conexão do conteúdo atual com o que já foi exposto. Isso auxilia não só o entendimento do assunto, mas o seu raciocínio quanto a ele. Assim, você se tornará menos engessado, sendo capaz de resolver problemas diferentes dos quais está acostumado.

O poder da sua mente

  • Desenvolva a sua concentração e memória

Sem concentração, será impossível estudar de maneira rápida. Portanto é necessário evitar todo e qualquer tipo de distração. Encontre um lugar onde há paz e sossego – o silêncio auxilia o cérebro a processar apenas as informações que você está aprendendo. Além do silêncio, é importante afastar objetos que lhe prendam a atenção. O celular é um ótimo exemplo de objeto que não deve ser levado para o ambiente de estudos.

A memória também deve ser desenvolvida. Quanto melhor sua memória, melhor é a capacidade de você relembrar de assuntos e conexões antigas. Porém você não deve decorar a matéria, e sim aprende-lá. A sua memória será utilizada para relembrar o raciocínio desenvolvido ao estudar determinado conteúdo.

Para treinar sua memória, vá relembrando os tópicos já estudados e tente explicar para si qual foi a lógica ou linha de raciocínio utilizada para chegar na resposta.

Esse método de estudar foi tema de discussão em 2009, quando um professor de psicologia da Universidade de Washington em St. Louis publicou um artigo na Psychological Science aconselhando os alunos contra o hábito de leitura e releitura.

Segundo ele, ler e reler os materiais podem levar os estudantes a pensarem que conhecem bem o conteúdo, mesmo quando não é verdade. Em vez disso, ele sugere que os alunos utilizem recordação ativa, fechando o livro e recitando tudo o que podem lembrar para praticar a memorização a longo prazo.

Duvide de tudo e de todos

  • Questione-se sobre a matéria

Faça questionamentos sobre a matéria que você está estudando, mesmo que as respostas sejam óbvias.

Quando você entende por que esse ou aquele fato aconteceram, ou o porquê daquela fórmula ser daquela maneira, você passa a realmente aprender, pensar e não apenas a decorar algo pronto. Se pergunte porque as coisas ocorrem daquela maneira e assim você estará realmente compreendendo o assunto estudado. Assim, na hora da prova você estará pronto para pensar sobre a questão, e não apenas tentar lembrar daquele detalhe ou fórmula que parece que você esqueceu.

Além de exercícios mentais, faça exercícios recomendados pelo professor – eles também servem para praticar o que você aprendeu. Em matérias de exatas, por exemplo, quanto mais você treinar, melhor você será. Eles também são ótimos para a área de humanas, onde você pode desenvolver questões discursivas, por exemplo.

Professor por um dia

  • Explique a matéria

Pesquisas mostram que os alunos têm maiores chances de recordação de aprenderem novas informações quando têm que ensiná-las a alguém. Por essa razão, ao achar que entendeu o conteúdo, tente explicá-lo a alguém, mesmo que seja para o seu “amigo imaginário”. Tente explicar de forma lógica e coerente com suas palavras, finja que ele não entendeu e tente explicar de outra forma. Isso lhe mostrará se você realmente aprendeu a matéria. Sendo assim, seu cérebro começa a criar vários caminhos para a mesma informação.

Mantenha tudo sob controle

  • Cuide-se

Não adianta cumprir todas essas dicas se você não cuidar de si mesmo. Tenha boas noites de sono, elas contribuem para um melhor rendimento, não só nos estudos. Dormir é fundamental para deixar o seu cérebro descansado para que você consiga aprender melhor durante o dia.

Praticar exercícios físicos regulares e manter uma boa alimentação também são essenciais.  Ao praticar exercícios físicos, nosso cérebro libera endorfina, hormônio que te ajuda a aliviar suas dores e ainda regula nossas emoções, além de fazer com que você se sinta com mais disposição nos próximos dias.

Dito isso, agora é com você!

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